Chamada erroneamente de música
"clássica", o que não tem quase nada à ver. Podemos chamar uma música especial de
"Um clássico do Rock" ou
"Um clássico da música sertaneja", que seria uma música que fez muito sucesso e agradou a maioria das pessoas. No fim das contas, música erudita nada mais é que música de casaca, obedecendo a formas determinadas de composição, exigindo domínio de teoria musical e do instrumento e não admitindo improvisações - até mesmo temas folclóricos ou populares passam a ser
"canções" ou atendem pela pomposa alcunha de
"harmonização de Fulano". Muitas vezes, principalmente na mais cultural Europa, o rock and roll despiu trechos eruditos da casaca - ou ele mesmo tentou tornar-se erudito e vestir a casaca, quase sempre muitos números maior que seu tamanho.
Nunca faltaram hits do rock baseados em temas eruditos mais populares.
"Night", balada-soul com Jackie Wilson, partiu de
"Meu Coração Se Abre À Tua Voz" de Sansão e Dalila de Saint-Saens.
Tchaikovski é o grande inspirador da introdução de
"Night Of Fear" do grupo inglês The Move, além de
"Nutrocker" adaptação maluca de sua Suíte Quebra-Nozes, lançada pelo produtor Kim Fowley em 1962 e regravada pelo
Emerson, Lake and Palmer.
"A Whiter Shade Of Pale" do
Procol Harum é puro J.S.Bach, e
"Beck's Bolero", composta por
Jimmy Page para Jeft Beck, não esconde de ninguém que usa o ritmo do bolero espanhol, celebrizado pelo
"Bolero" de Ravel. Sem falar na porção de coisas que Elvis cantava em seus piores filminhos e que eram baseadas em temas de Offenbach, Brahms e Johann Strauss, com resultados quase tão hilariantes quanto os
"empréstimos" pretensiosos de um Rick Wakeman.
No próximo post você verá Conjuntos Vocais.