Mostrando postagens com marcador connie francis. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador connie francis. Mostrar todas as postagens

sábado, 29 de março de 2014

004-20 Crítica


Por volta de 1967, o rock já não era apenas um gênero musical entre outros, merecendo, como o jazz, uma imprensa só para ele, diferentemente das revistinhas para adolescentes de até então. Além de surgirem nos EUA publicações como Circus, Rolling Stone e Crawdaddy, periódicos ingleses importantes como Melody Maker, fundado em 1926 como jornal de jazz, acabaram se dedicando quase somente ao rock.

Revista Circus 1981

Revista Rolling Stone 1967

Revista Crawdaddy 1967

Jornal Melody Maker 1967



Além disso, o rock tomou consciência de que já tinha uma história digna de ser registrada e interpretada. Por exemplo, Connie Francis lançou um LP chamado Movie Greats Of The 60's já em 1966.
LP Movie Greats Of The 60's - Connie Francis

E o público foi se polarizando cada vez mais: rock ("revolucionário e progressivo"; "rock and roll" era coisa de velho) x pop ("reacionário e comercial"), LP x compacto,
Compacto 45 rpm com Maysa Matarazzo

jovens x adultos, AM x FM, tradicionalistas x malucões, ginasiais x universitários... E quem estuda a história do rock nos anos 60 acaba perdoando pecadilhos dos norte-americanos como os conflitos raciais no gueto novaiorquino de Watts, a guerra do Vietnã, as mortes de Martin Luther King e John Kennedy, o mar de lama dos festivais pouco organizados; bem como os conflitos entre os Mods (seguidores da moda) e rockers (roqueiros mais tradicionais) na Inglaterra e, um flagelo comum a ambos os países, a liberdade com pouca responsabilidade do excesso de drogas e de solos instrumentais de horas e horas. É claro que houve movimentações positivas, como a dos estudantes franceses de maio de 1968. E continua a dúvida sobre como rotular revolucionários como os guitarristas Jimi Hendrix (1942/1970), Jeff Beck (nasceu em 1944), que fizeram de tudo, rock, jazz, blues, ou punks que em muito transcenderam o gênero, como Lou Reed (nasceu em 1944) ou Iggy Pop (nasceu em 1947).



No próximo post você verá Anos 70...


Página Anterior                                Próxima Página


sexta-feira, 28 de março de 2014

003-05 High-School Rock


"Não compre discos negros! Eles corrompem a mente dos jovens! Ajude a salvar a juventude da América!" O high-school rock veio sob medida para a classe-média norte-americana que levou a sério este panfleto distribuído lá pelos anos 30/40. Já que não era possível deter o avanço da música de raízes negras, pelo menos que ela fosse cooptada, tão atenuada quanto possível, aproveitando apenas seus aspectos "positivos" - a batida animada, as melodias contagiantes (pelo menos mantiveram as "blue-notes"). E assim foi feito: as grandes gravadoras lançaram vários cantores e cantoras brancos, bonitinhos (as) e bem-educados (as), muitas vezes regravando hits de artistas negros como Fats Domino ou Little Richard, roubando-lhes o lugar ao sol das paradas ou do grande público, já que tinham bem mais divulgação e aceitação da chamada "maioria silenciosa"; e, como convém à classe média, a aparência é tudo; talento era o de menos. Ao lado de, bem, cantores como Fabian (nasc. 1943), e Annete Funicello (nasc. 1942), o high school teve artistas de algum talento como Connie Francis (nasc. 1938) e o grande "vilão" do gênero, Pat Boone (nasc. 1934), que até se redimiu de suas versões super-aguadas de "Tutti Frutti" de Little Richard e "Good Rockin' Tonight" de Roy Brown ao interpretar canções realmente pop, como "Bernardine" e "Love Letters In The Sand" (e nos EUA dos anos 60 ele só emplacou menos hits que Elvis e os Beatles!).




No próximo post você verá Pop-Rock ...


Página Anterior                                Próxima Página